Esta pesquisa científica visa discorrer sobre a hipótese de o espaço-tempo e, consequentemente, a gravidade não serem a realidade fundamental última, mas sim um fruto emergente de uma estrutura análoga a uma tela que projeta o espaço tridimensional movido pelo tempo (4ª Dimensão) como a taxa de quadros (frame rate) de uma interface quadridimensional na qual a complexidade da vida minimamente consciente permite a animação de imagens 3D que, embora pareçam sólidas, são compostas em essência por bilhões de ciclos de energia. Compreender isso implicará em uma reação em cadeia que afetará a maneira como interpretamos tudo o que descobrimos sobre o mundo macro (relatividade) e o mundo micro (física quântica), mudando a física para sempre. Muitas pontas soltas poderiam ser reconciliadas, como, por exemplo, o Problema da Medição: a mecânica quântica diz que uma partícula está em vários estados ao mesmo tempo (sobreposição); no entanto, quando há uma interação, vemos apenas um estado. Isso não seria um problema se entendêssemos a excitação quântica de campos (partícula) como um evento análogo ao acender de um pixel em uma tela para renderizar imagens. Assim como o pixel só acende em uma posição definida no momento da projeção da imagem, podendo ser aceso em qualquer lugar da tela em toda a sua extensão, a partícula só colapsa em uma posição definida quando há a observação/interação de um momento no espaço-tempo (excitação quântica = pixel aceso), sendo as excitações quânticas possíveis em qualquer lugar de todo o tecido do espaço (interface/tela); isso explica a natureza probabilística da partícula. Este mecanismo seria análogo à renderização de animação digital, como um filme tridimensional ou um jogo de computador avançado que jogamos (ao vivo) em primeira pessoa (supertecnologia/transcendente). Ou seja, a tecnologia de transistores "descoberta e desenvolvida" por nós — a organização inteligente de imagens renderizadas em uma tela — pode ser um micromodelo da tecnologia que precede o próprio universo, algo transcendente às terceira e quarta dimensões, assim como criamos tecnologias bidimensionais (computadores e telefones celulares). Se pudermos provar que o espaço-tempo é a interface de uma estrutura análoga a uma "tela digital", haveria uma mudança de paradigma na física: o espaço-tempo deixaria de ser o "estágio fundamental" e se tornaria um fenômeno emergente. Isso unificaria duas ideias que estão atualmente separadas: a relatividade geral (geométrica) e a mecânica quântica (informacional).